Sobre este boletim

Compartilho aqui ideias, reflexões e links que talvez sejam úteis para outras pessoas. É possível assinar e receber os textos via email. As atualizações ficam disponíveis também no arquivo.

Quem sou

Sou um monge budista brasileiro e ex-jornalista. Comecei a praticar formalmente o budismo em 2006. Entre 2013 e 2015, fui para a Índia e tornei-me monge, estudando filosofia budista e língua tibetana entre comunidades tibetanas nos Himalayas. Depois, completei o tradicional retiro de três anos para lamas, nos EUA. (>> mais detalhes ligados do Dharma)

Meio ambiente

Escrevo sobre emergência climática & ecológica como parte dos movimentos globais (nos quais também ajudo) para tentar reverter o processo avançado de autodestruição em que nos encontramos.

Alguns imaginam o budismo como uma prática passiva, de distanciamento do mundo, mas é o oposto: com uma motivação altruísta, tentar aliviar o sofrimento mundano e espiritual do maior número possível de seres é um dos pilares dessa tradição.

“O Buda nasceu enquanto sua mãe se apoiava em uma árvore como suporte. Ele chegou à iluminação sentando sob uma árvore e faleceu sob o testemunho de árvores acima dele. Se o Buda voltasse ao nosso mundo, ele certamente estaria ligado à campanha para proteger o meio ambiente.” Dalai Lama

Altruísmo

Mas não prego o budismo. Como diz ainda o Dalai Lama, ninguém precisa se converter — pode ser muito melhor permanecer com a tradição de sua própria cultura, incluindo a descrença.

Em termos coletivos, cultivar valores humanos como altruísmo, amor e compaixão — de modo que todos valorizem isso, com ou sem tradições espirituais, sendo esse um denominador comum — é muito mais eficaz.

Isso sim tem o potencial de nos salvar de nós mesmos, já que é uma mensagem verdadeiramente universal, alinhada com nossa própria natureza humana.


Colaboro também no centro budista Palpung Lekpun Nang, comunidade de meditação Tergar, revista Bodisatva, UOL Ecoa e XR Regenerar.